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Nós temos 46 visitantes online| Livro mostra que ‘A TV que seu filho vê’ pode ser saudável |
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| Multimídia - Vídeo e TV | |
| Escrito por Adriana Napoli | |
A autora Bia Rosenberg foi responsável pelo atual Vila Sésamo e os premiados Castelo Rá-Tim-Bum, Cocoricó e X-Tudo Os país e educadores têm muitas dúvidas sobre a relação das crianças com a televisão: Como é um bom programa para as diferentes idades? Como proteger as crianças do consumismo incentivado pela publicidade? Como lidar com atrações que exibem ações violentas e insinuações sexuais? etc.Com mais de 20 anos de experiência dirigindo e escrevendo atrações para o público infanto-juvenil na TV Cultura, a consultora em entretenimento educativo Bia Rosenberg responde a estas dúvidas, propõe exercícios e dá dicas práticas sobre o assunto no livro A TV que seu filho vê, da editora Panda Books. A obra, que foi escrita para pais que querem refletir sobre o tema e modificar o papel da televisão na vida de seus filhos, tem prefácio do jornalista Gilberto Dimenstein. O livro será lançado terça, 29 de julho, às 19 horas, na Saraiva MegaStore do Shopping Pátio Paulista (Rua Treze de Maio, 1947- Bela Vista- São Paulo). Na ocasião, serão apresentados quatro programas selecionados pelo Prix Jeunesse, um dos mais importantes festivais internacionais de TV para crianças e jovens, realizado a cada dois em Munique, Alemanha. Neste trabalho, Bia reuniu pesquisas de origens variadas, sua experiência e as perguntas que mães, pais, professores e jornalistas fizeram a ela sobre a maneira de lidar com a televisão na vida das crianças. O livro discute o consumo consciente e saudável da televisão pelas famílias e ajuda a compreender a mídia. Destaca que é importante acompanhar o que as crianças assistem e entender que a visão de mundo que os filhos carregam, ao longo da vida, é influenciada pelos conceitos embutidos nos programas de televisão. Ações para um consumo consciente A TV que seu filho vê é um instrumento para fazer da mídia televisiva uma aliada na educação. Tem um lado prático ao propor exercícios para desenvolver a capacidade crítica diante da televisão a partir dos três anos. Os pais encontrarão dicas de quando se preocupar com seu filho que vê televisão demais ou só assiste a programas considerados inadequados para ele. A obra ajuda a compreender como a criança está reagindo àquilo que está sendo exibido e a discernir o que é adequado do que é exagerado ou até considerado pernicioso. O livro discute os efeitos da exposição à violência sem contexto que a justifique, sem conseqüências e sem punição. Também destaca dicas de especialistas para facilitar o contato entre pais e filhos ao tratar de assuntos sexuais. A autora fala da publicidade e como as crianças são vulneráveis à sedução de consumo e suas conseqüências. Também ensina atitudes práticas com o objetivo de preparar as crianças para lidar com os comerciais de televisão. Influência positiva “Os programas de televisão podem ser tanto nocivos ao desenvolvimento da criança como também uma influência positiva”, destaca Bia. “O papel da televisão depende de como é cada criança, de como a família se organiza. Depende se você e seu filho vêem 40 horas de TV por semana ou se você presta atenção e seleciona o que o seu filho vê”. A obra relaciona as características de um bom programa de TV. São critérios que partem do princípio de que o bom programa é aquele que diverte e, sempre que possível, introduz conceitos que completam a formação da criança. De outro lado, traz uma “Lista de Atenção”, que destaca valores e conceitos apresentados pela televisão que podem influenciar negativamente a criança. ENTREVISTA: PORTAL CULTURA INFÂNCIA- Quando você percebeu que havia a necessidade de um estudo, hoje transformado em livro, que auxiliasse responsáveis e educadores a darem maior atenção ao conteúdo televisivo ao qual as crianças estão expostas? BIA ROSENBERG- Em geral, a televisão é considerada com um eletrodoméstico equivalente a uma batedeira. Na realidade, a televisão equivale a receber em casa pessoas que falam com seu filho/aluno e que os pais/professores não têm idéia do que está sendo dito, mostrado, aprendido. O livro veio com a missão de tentar dar a pais/professores e filhos/alunos critérios para escolher o que vai estar dentro de casa/sala de aula. PCI- Pais que utilizam a tecnologia audiovisual (televisão, internet, DVDs, videogames) como "babás-eletrônicas" de seus filhos, podem estar formando um futuro adulto individualista ou com dificuldades de interação social? BR- Não há pesquisa que consiga separar a variável televisão de outras variáveis como escola, família, ambiente social etc. A formação de um individuo é constituída por inúmeros fatores. PCI- A TV é largamente utilizada como veículo de marketing, não só pelos comerciais exibidos entre os programas, mas também pela utilização de personagens infantis como carro chefe publicitário de empresas. Como os responsáveis podem evitar que seus filhos sejam atingidos por campanhas, e venham a adquirir um comportamento consumista? BR- O livro "A TV que seu Filho Vê" propõe alguns exercícios para tornar o espectador menos vulnerável a campanhas publicitárias. Que tal dar uma olhada no livro? PCI- Quais os primeiros sinais de "alerta", que os responsáveis podem detectar em suas crianças, para saber que é necessário um maior controle do conteúdo televisivo? BR- Não há uma tabela de alertas. Porém, pais devem observar se a criança tem atividades variadas e se ela não troca tudo (amigos, brincadeiras, dormir etc) para poder ver TV. PCI- Um programa considerado adequado para crianças e de boa qualidade, deve apresentar quais características? Ele necessariamente deve produzir algum aprendizado, ou pode ser unicamente focado no entretenimento? BR- Um programa que conte bem uma história e não apresente elementos "deseducadores" como, por exemplo, preconceito, já pode ser considerado como produto de qualidade. PCI- A televisão vem sendo acusada por muitos educadores, como causadora de uma maior dificuldade no aprendizado dos alunos, pois, a exposição à rapidez de imagens, faz com que haja perda na capacidade de concentração. Isso realmente pode ser considerado um vilão, ou as escolas deveriam se adaptar a essa nova realidade e utilizá-la como meio didático? BR- Considerando que as crianças passam aproximadamente 4h30 por dia assistindo a televisão e que este é praticamente o mesmo tempo que passam na escola, seria muito bom se a escola incluísse a mídia no currículo. PCI- É comum crianças acompanharem os pais à frente da Televisão para assistirem programas não direcionados à sua faixa etária, como por exemplo, as telenovelas. Esse tipo de programa pode induzir a criança ao consumismo de um padrão de sociedade? Imitar cenas ou o comportamento das atrizes pode influenciar a puberdade precoce das meninas? BR- As crianças não deveriam assistir à programação adulta. Mas uma vez que assistem, o melhor é ter a intermediação de adultos PCI- Sabendo que, seguir a Classificação Indicativa dos programas, fica a critério dos pais ou responsáveis, esta ferramenta se torna subjetiva, pois, o que para um família é inadequado, para a outra pode não ser. Como lidar com essa individualidade e ao mesmo tempo garantir a preservação das crianças? BR- O livro propõe atividades variadas que podem ser adaptada a cada família. Bom senso é fundamental. PCI- Já presenciei diversas vezes, responsáveis alegarem, não verem problemas em deixar que seus filhos assistam a cenas de sexo ou violência, pois "é a vida como ela é!", ou "quanto mais cedo eles tomarem consciência da realidade das coisas, melhor!". Nesses casos o Estado deveria intervir? Como fazer isso sem se tornar um censor? BR- Os critérios familiares são mais importantes que os do Estado. Cada pessoa cria seus filhos a partir de seus próprios valores. PCI- Garantir que as escolas proporcionassem um maior esclarecimento sobre a influência dos meios de comunicação no cotidiano das pessoas e como selecionar os conteúdos oferecidos, seria mais eficiente do que a utilização da Classificação Indicativa? BR- Sem dúvida alguma. O espírito crítico é o melhor instrumento para ver televisão com critérios. SOBRE A AUTORA: Bia Rosemberg é consultora em entretenimento educativo para crianças e jovens, professora, diretora de programas infantis, jurada do Prêmio de Teatro Infanto-Juvenil Coca Cola Femsa e Jornalista Amigo da Criança da ANDI (Agência Nacional pelos Direitos da Infância). Seu trabalho mais recente foi a direção geral da nova versão do programa Vila Sésamo, da TV Cultura de São Paulo. Desde 1984, trabalha com a produção de programas de televisão, especialmente os voltados para o público infantil, que dirige, produz e roteiriza desde 1987. Formada em Rádio e Televisão pela Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo, tem mestrado em Telecomunicações pela San Diego State University,Califórnia. Bia comandou diversas atrações importantes e premiadas, como Castelo Rá-Tim-Bum, Cocoricó, X – Tudo e Glub Glub. Também coordenou a programação vencedora do Prêmio Emmy - UNICEF pelo melhor Dia Internacional da Criança da TV de 1998 e 1999. Recebeu o Prêmio CLÁUDIA “Mulheres do Ano” por colaborar com a difusão de valores humanistas e educação de crianças em 1999. São de sua autoria os livros “Julio na Fazenda”, “Astolfo na Praia”, “Alípio na Mata”, “O Bolo da Zazá” e “Os Patins de Lilica” a serem lançados neste ano na Coleção ‘Cocoricó Primeira Vez’, da editora Globo.
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Os país e educadores têm muitas dúvidas sobre a relação das crianças com a televisão: Como é um bom programa para as diferentes idades? Como proteger as crianças do consumismo incentivado pela publicidade? Como lidar com atrações que exibem ações violentas e insinuações sexuais? etc.

De duas uma: ou estou errado, ou a Bia está errada. Seria ótimo se ela estudasse meu artigo "A TV anti-educativa", em
http://www.ime.usp.br/~vwsetzer/tv-antieducativa.html
e mostrasse objetivamente onde eu e todas as pesquisas citadas estamos errados.
Marco Antonio Pinto.