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18 Propostas de Ação para Políticas Públicas de Cultura para a Infância PDF Imprimir E-mail
Eixos transversais - Políticas Públicas
Escrito por Vários   
 
18 Propostas de Ação para Políticas Públicas de Cultura para a Infância

Por ocasião do Fórum de Política Públicas de Cultura para a Infância, realizado na VI Mostra de Cinema Infantil, em Florianópolis, no dia 14 de julho de 2007, foram elaboradas 18 propostas de ação como ponto de partida para uma reflexão maior.

A partir da experiência acumulada nas Mostras anteriores, nas pesquisas e nos estudos realizados na área da infância, educação, comunicação, arte e cultura, as propostas situam-se em dois âmbitos: políticas mais gerais relacionadas à cultura e infância e políticas especificamente voltadas para o cinema e audiovisual infantil, entendendo que estas se inserem em um movimento mais amplo de demandas voltadas à cultura para a infância.

Diretrizes gerais

1. Criar um Grupo de Trabalho multidisciplinar sobre “Infância, Educação, Comunicação, Arte e Cultura” na Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural do Ministério de Cultura.

2. Destinar uma porcentagem do orçamento do Fundo Nacional de Cultura para produções e eventos culturais para crianças.

3. Definir uma política de financiamento de produções e eventos culturais destinados à infância dentro dos editais de apoio a projetos culturais das estatais.

4. Apoiar produções culturais para infância com ênfase na promoção dos direitos das crianças e dos adolescentes.

5. Apoiar iniciativas que estimulem experiências em mídia-educação e inclusão digital envolvendo crianças, jovens e educadores a partir de uma perspectiva crítica e criativa em relação às diversas formas de apropriação da cultura (fruição, reflexão e produção).

6. Apoiar a classificação indicativa do Ministério da Justiça.

7. Apoiar a constituição da TV Pública como canal para a diversidade de opiniões, idéias e culturas que estimulem produções para e com as crianças.

8. Fortalecer o diálogo entre grupos, artistas, produtores, educadores, pesquisadores, profissionais da comunicação, agentes da sociedade civil e gestores públicos do âmbito da cultura e educação.

Diretrizes específicas para o cinema e audiovisual infantil

9. Promover a exibição de curtas nacionais infantis antes da exibição de filmes estrangeiros infantis nas salas de cinema.

10. Apoiar ações de difusão de audiovisuais brasileiros para crianças.

11.Lançar edital de longa metragem infantil com workshop de roteiro e conteúdo, a exemplo do Curta Criança.

12. Criar mecanismos de apoio para a dublagem de filmes brasileiros infantis para outros idiomas.

13. Criar mecanismos de apoio para a dublagem de filmes infantis de outras nacionalidades para o idioma português, garantindo o acesso à diversidade audiovisual internacional.

14. Incentivar a integração audiovisual latino-americana através de dublagem e exibição de filmes desses países.

15. Incentivar a produção de filmes para crianças a partir de adaptações da literatura infantil nacional.

16. Criar o selo “altamente recomendável” para o audiovisual infantil.

17. Incentivar ações que promovam a formação de crianças, jovens e professores em relação ao audiovisual brasileiro.

18. Apoiar circuitos exibidores que estimulem a formação de público infanto-juvenil e de educadores, propiciando formas de mediação e debate.


Documento elaborado por:

Luiza Lins (Diretora Geral da Mostra de Cinema Infantil)
Lícia Brancher (Diretora da Mostra de Vídeo)
Monica Fantin (Professora do Centro de Educação da Universidade Federal de Santa Catarina e Pesquisadora do Núcleo Infância, Comunicação e Arte UFSC/CNPq)

 

 
Comentários (1)
Pique será, lambari pinicá
1 Qua, 04 de Março de 2009 22:08
???
E as brincadeiras tradicionais, que estimulam inventividade e garante o elo da ciranda,precisa ser contemplada.Não seria exageroque houvesse uma lei que garantisse o direito de brincar nos espaços da criança. Esse tempo é breve, fundamental e necessita cuidados.Fico feliz com a inciiativa e espero que de fato aconteça
Parabéns

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